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Tem mais de 60 anos? Calor extremo é ainda mais perigoso do que se sabia

Tem mais de 60 anos? Calor extremo é ainda mais perigoso do que se sabia

Basta mais 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais para que os idosos fiquem expostos a stress térmico. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health.

Cristina Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Reuters

A investigação revela que as pessoas com mais de 60 anos enfrentam riscos para a saúde com temperaturas muito mais baixas do que se pensava. Ou seja, a exposição ao calor extremo é ainda mais perigosa para as pessoas a partir desta faixa etária.

Isto significa que “as ondas de calor e a exposição ao calor extremo vão constituir uma ameaça crescente para a saúde humana nos próximos anos”, avisa um especialista no impacto do calor na saúde humana na Universidade de Swansea, citado pelo jornal The Guardian.De acordo o estudo, à medida que o mundo continua a aquecer, cada vez mais pessoas vão sofrer de stress térmico irreparável (significa que o corpo perde a capacidade de se arrefecer). 

As consequências para a saúde são graves e podem até matar.

Sabe-se que os idosos expostos a temperaturas muito elevadas transpiram menos, o coração trabalha mais no calor e os vasos sanguíneos têm menor capacidade de dilatação, o que limita a capacidade de se manterem frescos.


Foto: Tim Doerfler - Unsplash

“Os nossos resultados sugerem que (...) o calor insuportável será sentido em escalas muito maiores e por períodos mais longos, afetando muito mais pessoas do que se pensava anteriormente”, alertam os autores da investigação liderada pela Universidade de Stanford, na Califórnia.

A esta conclusão junta-se outro dado que torna explosivo o futuro «aqui ao lado». Prevê-se que a população mundial com mais de 60 anos duplique para 2,1 mil milhões até 2050.


Foto: Reuters

Isto significa que daqui a 23 anos mais pessoas a partir dessa faixa etária vão sofrer problemas de saúde relacionados com o calor. Em especial, nos países de rendimento baixo e médio, como a Índia e o Paquistão.

Se o aquecimento continuar a agravar-se, algumas zonas dos trópicos e subtrópicos podem ficar inabitáveis, especialmente para os idosos, afirmam os autores.


Foto: Lusa

“A síndrome de calor extremo tornar-se-á cada vez mais prevalente” e “prevê-se que os idosos enfrentem episódios desta síndrome com muito mais frequência do que os adultos jovens”, afirma o estudo.

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